quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Liberdade, O Preço da Independência.

       Hoje vou falar sobre um tema bastante preocupante atualmente. Quando crianças, somos completamente dependentes de nossos pais ou de quem faça as suas vezes e normalmente sonhamos em crescer para ganharmos independência e liberdade. Bem, no meu caso, percebi que ter as duas coisas não é para meros mortais...
      
       Quando atingimos a idade adulta, escolhemos uma carreira e lutamos para conseguir uma posição no mercado de trabalho a fim de melhor exercitarmos o nosso lado consumista, que é inato na maioria dos nascidos sob o império do capital.
       Ocorre que, com a globalização e a consequente velocidade com que a informação se multiplica, somos obrigados a abrir mão, cada vez mais, do tempo que antes seria dedicado a efetivamente viver a vida.
       Assim, corremos tanto atrás do dinheiro que não nos sobra tempo para gastá-lo em prol de nossos sonhos, do lazer e, principalmente, de nossa "liberdade". Hoje, vivemos para trabalhar e não o contrário, como deveria ser.
       A liberdade agora é para uns poucos afortunados. Na realidade, para os assalariados, ela não passa de ilusão, pois dedicamos as melhores horas do dia ao trabalho. Quantas vezes me vejo pedindo permissão à minha chefe para ir a um médico! Se preciso pedir permissão, não sou dona do meu tempo, portanto, não sou livre!
       Nos tornamos meros automatos, vivendo mecanicamente, apenas visando garantir o próprio sustento, deixando de lado todos as potencialidades de nosso espírito criativo e aventureiro para nos conformarmos com as aquisições materiais que essa nossa rotina automática pode nos proporcionar.   
       Este fato tem consequências profundas. Por exemplo, no campo das idéias, não há mais pensadores como antes. Não podemos nos dar ao luxo de pensar, precisamos "correr atrás". A produção intelectual, ultimamente, carece de qualidade, posto que, na maioria das vezes, é feita às pressas, nas poucas horas vagas, quando já estamos cansados.
       Além disso, deixamos de lado até a criação de nossos próprios filhos, delegando-a a terceiros que, por desinteresse, nunca substituirão um pai ou uma mãe a altura. Se continuarmos assim, o futuro estará seriamente comprometido.
       A verdadeira liberdade é um bem com o qual não se pode barganhar, sob pena de sofrermos de um novo tipo de escravidão, muito pior, posto que se esconde sob o manto da liberdade, e sua força não está no chicote, mas no instinto de autopreservação, de sobrevivência.
       Amigos, este foi um desabafo de alguém que sempre sonhou em ser uma escritora, mas que sequer tem tempo para escrever em seu blog com alguma frequência.

2 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Claudinha, minha querida amiga, notei um tom levemente amargo em seu post. De fato, vermo-nos tolhidos em nossas vontades, legítimas, desanima qualquer pessoa. Porém, não podemos nos entregar. Devemos superar esses obstáculos e insistir em realizar tudo aquilo que queremos. A insistência pode não resultar em fazermos tudo que queremos, porém certamente nos conduzirá a realizar mais do que se mantivermo-nos inertes. Tenho em meu blog dois textos que acho que são pertinentes. Sobre a liberdade: http://marciovalley.blogspot.com.br/2011/10/liberdade-e-sonho.html e e sobre a coragem de realizar o que se quer: http://marciovalley.blogspot.com.br/2012/02/d-cano-e-necessaria-coragem.html.

    Grande abraço.

    De seu amigo marcio valley.

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